18.4.11
14.4.11
6.4.11
25.3.11
23.3.11
16.3.11
10.3.11
2.3.11
17.2.11
16.2.11
15.2.11
10.2.11
9.2.11
7.2.11
31.12.10
17.12.10
9.12.10
8.12.10
18.10.10
10.10.10
26.8.10
17.8.10
eu acho que a ideia de que qualquer tecla possa estar em rivalidade com outra é mera ilusão. diria que a relação diária entre elas é absolutamente diatónica. já o fole inspira um ar que não se pode suspeitar. é oportunista. só responde quando me ponho a dançar devagarinho da cintura para cima. olhos fixos em frente, todos os tendões dos dedos em jogos de elástico, a perna direita em bicos de pé, o pé esquerdo num um, dois, três, um, dois, três. em dois compassos tens a minha terra.
15.8.10
basco por cá. basque para o francês. vasco para o espanhol que canta do olho do furacão. euskal herria para eles. eles é como nós dizemos. o francês diz que são os larápios das praias fresquinhas da biscaia e o espanhol diz que são os de lá em cima num sotaque férreo de ranger de dentes. lá em cima não lhes fica mal. a eles. alguns d'eles optaram por comprar casa numa terra chamada gasteiz que cá quer dizer tomem lá. mais coisa menos coisa.
31.7.10
20.7.10
17.7.10
16.7.10
14.7.10
13.7.10
12.7.10
11.7.10
9.7.10
8.7.10
it's an autobiography written as it's happening. the theme is about staying alive. getting a job, finding a mate, having a place to live, finding a creative outlet. life is a war of attrition. you have to stay active on all fronts. it's one thing after another. i've tried to control a chaotic universe. and it's a losing battle. but i can't let go. i've tried, but i can't. fim do esplendor.
6.7.10
será que é assim que me vêem? ao reverso do avesso. lamento, é assim que me vejo. o meu surrealismo secreto. desenho com a mão direita e o retrato sai canhoto. pisco o olho esquerdo mas é o direito que reage. caretas, dentes escovados, ganchos no cabelo, maquilhagem. de tudo ao contrário. ensaio movimentos de ninja e passos de vaudeville de trás para a frente e de cabeça para baixo. será que é de começar pelo fim? confiem-me, a mentira é sempre humilde. a verdade é que é uma vaidosa.
4.7.10
porque a história da alquimia não passa de uma luxuriante sova de aventuras de micróbios, assumo que não conto histórias nem nada. nada transformo. quero é o electrochoque dos genes da carne, o verdadeiro estado inerte que se opera sobre a realidade. navegar à vista sem cuidar das gerações passadas. eu não sou nem nunca fui o porta-voz da culpa. deixem-nos acabar o terrivelmente assombroso feminino deste jantar a dois sobre as ossadas da andreia. obrigado.
2.7.10
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